segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

Cada passo dado é avanço, é destino, é história a ser contada ou refletida.

Com fatos e sensações que me fazem refletir muito este começo de ano, sinto a necessidade de continuar a escrever aqui.
Em 2016 finalizei o ano com a experiência de participar de muitas corridas de rua. Foi bacana, as experiências particulares foram boas demais. Os incentivos que recebia de pessoas que viam o meu esforço e muitas vezes as dores que meu rosto não escondia ao vencer cada passo, não me deixavam desistir. A sensação de chegar ao final de cada objetivo, de sentir o corpo melhorando, as dores diminuindo e a certeza de que temos como chegar ao fim de nossos objetivos, seja caminhando, correndo ou sorrindo, era a melhor possível. Teve coisas ruins também. Olhares, comentários agressivos e aqueles perdedores que sempre procura alguém mais fraco, mais lento ou qualquer coisa para que ele possa dizer ser melhor, mas era engraçado que no fim das corridas estes fatos viravam poeira na sola do tênis. A vida inteira temos que enfrentar estes vampiros. Confesso não saber lidar calmamente com alguns tipos, principalmente quando os vampiros são pessoas próximas, familiares, mas quando é alguém que nem se quer vi conheço, tento respirar fundo e soltar o ar lentamente deixando sair todo o veneno junto.
Bem finalizei o período de corridas no final do ano de 2016, mas as caminhadas fazem parte da minha vida, virou momentos para refletir e meditar.
O ano de 2017 começa com a experiência de entrar em contato com a terra, já estava neste processo. Viver da terra, da simplicidade, da busca pela essência perdida, por sempre escolher caminhos que parecia ser o óbvio, o que a sociedade pregava. Aquele momento de não escutar, de anular mesmo, os pequenos fatos que te fazem sentir com o propósito de viver intensamente a vida. Alguns chamam de felicidade.
No começo de 2017 estava em Barão de Antonina, cidade que faz fronteira com o estado do Paraná. Eita que foi bom demais, sabe aquela sensação de trabalhar o dia inteiro na terra e o sorriso no rosto não querer sair. Ali coloquei muitas coisas em prática, aprendizados que já estava lendo e experimentando no meu quintal, mas pude experimentar e colocar em prática em um quintal muito maior com mais árvores, mais vidas. Lá eu percebi a sensação do ritmo diminuir, desacelerar, acalmar mesmo sabe? Eu queria mais, foram quase um mês conhecendo pessoas bacanas e um mundão todo de aprendizado.
Voltando para São Paulo intensifiquei os contatos que tinha, para continuar minha busca. A esta altura já conversava com um casal lá do interior de Minas Gerais, estado da família dos meus pais.
Conheci virtualmente Oriane Descout, a cineasta e documentarista francesa e o Marcio Soares, mais conhecido como Marreco, o agroecólogo de mão cheia.
Com idas e vindas parecia que eu não ia conhecer Rio Pomba, a cidade onde Oriane e Marreco moram. Sempre tinha algo que me impedia de ir conhecer. O medo do desconhecido era um dos fatos que me fazia hesitar. Mas rolou aquela máxima, se o medo é grande demais, encara ele de frente e vê no que dá.
Enfrentei o medo e em agosto de 2017 eu estava em Rio Pomba, chegando no Monte Sião, terreno onde Oriane e Marreco estavam finalizando a casa deles e onde boa parte da websérie que a Oriane produz que conta a história do casal em busca da sua terra, seus sonhos e seus ideais. Alias quem quiser assistir os vídeos que a Oriane já postou no youtube é só procurar pelo nome dela "Oriane Descout", não posso falar muito sobre os vídeos, pois sou fã de carteirinha do casal, da luta deles e de tudo que eles fazem.
Bem em Rio Pomba, apesar de ter sofrido um pouco com o corpo, pois a batalha ali era diária e o corpo não acompanhou o ritmo, eu senti que estava no caminho certo e ao mesmo tempo, só no começo da minha caminhada e também aprendi, na prática, o que é procurar o seu ritmo, o ritmo do seu corpo.
Hoje eu digo que sou filho do Monte Sião, fiquei dois meses com o casal Oriane e Marreco e uma gama de pessoas magnificas que estão buscando na terra as suas revoluções de vida, foi lá que renasci, foi lá que minha esperança renasceu. Com o tempo conto mais sobre o período de Rio Pomba.
Voltei para São Paulo e a única certeza que tinha era de ter que continuar a minha busca, o meu aprendizado, o meu amadurecimento e o amadurecimento deste meu novo caminho. Com isso no final de novembro parti para Ubatuba conhecer o IPEMA Brasil, um instituto de permacultura que fica no meio da mata atlântica, por lá fiquei apenas dez dias, mas foram dez dias intensos. Conheci o casal Dani e Leo que moram no IPEMA e também o Tom, argentino que foi meu companheiro de voluntariado no local, muito trabalho e muito satisfação de ter conhecido a região, o lugar as pessoas e o mais importante de como eu tenho que me conhecer muito, mas muito mesmo. Entrar em contato conosco, com nossos medos, nossas barreiras que foram fortalecidas e erguidas por anos e anos de opressão internas e externas é o melhor caminho para seguir em frente.
Este é um pequeno resumo destes passos que dei nos últimos tempos, em breve contarei mais coisas, mais detalhes, mais personagens destas minhas experiências e das próximas que estão por vir enquanto procuro ritmo.
Por enquanto é isso e bora lá!!!!

segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

Resignificando!!!

Este blog foi criado para registrar a saga da tal perda de peso. Ganhou o título de procurando ritmo, perdendo peso. Com o tempo a busca pelo ritmo ganhou força, se tornou necessário. Perder peso virou consequência e não necessidade. A necessidade maior se transformou em se aceitar e não se ferir para se adequar, para ser mais um.
Com o tempo perdi a motivação de continuar a registrar meus passos aqui. Mas os passos continuaram. Segui em frente. Novos rumos. Novos significados. Um novo querer.
Descobri na prática que não tenho que emagrecer para ter saúde. Tenho é que ter saúde. A perda de peso não é minha maior motivação, mesmo por que não conseguia responder o por que de estar buscando isso daquela forma. Os exames me mostraram que estava no caminho certo, o movimento. Sim, não podemos parar, o corpo é uma máquina que necessita do movimento. Sem movimento a mente adoece junto com o corpo.
Mas meu movimento foi em busca dos significados internos, da terra, do plantar. Fugindo de vozes que me diziam que o primeiro passo era emagrecer, vozes estas internas, criadas com anos de comentários externos encarados como verdade, insultos, coleções de senso comum que nunca questionei de onde veio mas deixava se instalar como chagas em meus pensamentos, pessoas que nem sequer faziam parte da minha vida ou ao menos tinham importância e mesmo assim deixavam marcas e adoecia minha já frágil autoestima. Com isso me tornei o maior sabotador dos meus próprios passos, mas isto são outros quinhentos, processos internos, tratamentos internos.
Mas estou de volta, pois senti a necessidade de usar este espaço para exercitar a palavra, compartilhar os novos significados e registrar esta nova busca. Agora Procurando Ritmo, mas ainda com a soma de tudo de positivo aprendido anteriormente, e negativo também, pois não reconhecer os passos errados é repetir esses passos futuramente.
O ano de 2017 foi o ano da mudança, de colocar a mão na terra. Percebi sim que preciso de mobilidade, mas também percebi que tenho limites por causa do peso, mas nada que não dá para seguir fazendo, respeitando o meu tempo, respeitando o meu corpo. Mas fazendo.
Então bora lá!!!!

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Será que virou hábito?


Querer parecia poder

Lembro que no começo desta minha luta contra a balança um dos meus objetivos era tornar a atividade física um hábito. Nos últimos dois meses acho que senti na pele o que é hábito. Temos acesso a muitas informações e buscamos que estas informações se torne nossa realidade, mas não é bem assim, nessa brincadeira tem a frustração, talvez por querer que o hábito aconteça com a mesma rapidez que a informação é consumida e também a questão individual, sempre esquecemos que cada um está em um estágio, "temos o nosso próprio tempo"diria Renato Russo, é difícil entender ainda mais nos dias de hoje onde vivemos o imediatismo da rede social. O mais importante é tentar entender o que nos faz persistir, o que temos de positivo e o que estamos sentindo de positivo nas mudanças, seja ela longa ou rápida, se mudou ou melhorou é porque tinha algo certo sendo feito, algo certo feito por você e para você.

Entendimento

Já fiz várias tentativas, tive objetivos insanos, não tive objetivo algum, apenas sentei e esperei e também abandonei tudo e deixei o erro se tornar vida.
Quando cheguei ao ponto de entendimento que o meu caminho era longo e as informações que busquei e buscarei não é e nunca será a varinha de condão desejada nos contos de fadas, que posso agregar ou não a minha luta, sendo sim mais importante a percepção do meu corpo com suas mudanças e melhoras do que alcançar algo no tempo estipulado em rede sociais ou em qualquer outro lugar.
Demorei para entender que não tenho prazo para emagrecer ou transformar a minha vida em um exemplo a ser seguido só porque eu li em algum lugar uma história assim ou querer ser igual a outra pessoa que já escreveu sua história de sucesso e serve de inspiração mostrando que é possível e apenas isto. Eu tenho necessidade e preciso de melhor qualidade de vida e este é meu ponto de partida e também o meu objetivo final. Ainda bem que pude ter experiências negativas e positivas para chegar neste ponto de entendimento e também sabendo que daqui a pouco ele mudará e ou melhorará.

Hábito igual a saudade?

Quando digo melhor qualidade de vida é em todos os aspectos, foi então que eu descobri que o hábito é como o sentimento saudade, ou seja, você sentiu falta de algo que estava presente em sua vida e faz por onde para afagar esta falta. Foi isto que senti ao pensar que teria um fim de semana sem corrida, ou seja, sem atividade física e já pensando em que iria fazer para substituir o evento fiquei feliz ao ser lembrado pelo meu irmão que tinha uma corrida de 10k para fazer no domingo. Acho que isto sim, enfim, é o tal hábito que eu buscava.
Em pensar os momentos que me sentia frustrado em não conseguir fazer atividades físicas e hoje é fato comum eu pegar sorrindo em meio à corrida por estar rápido, por ver o quilômetros chegando sem eu implorar pelo fim, por perceber que o sofrimento está diminuindo com o passar dos eventos e em saber que estou longe do fim mas a que a travessia está sendo prazerosa.



segunda-feira, 8 de agosto de 2016

Sumi!!!!

Bom dia pessoal!!!
Sumi mesmo né?
Mas queria dizer para vocês que ainda estou procurando ritmo.
Parece que a corrida está virando rotina em minha vida, isto um pouco graças ao meu irmão, que virou um corredor voraz e me levou junto. Lembrando que eu participo da corrida e não me preocupo se consigo ou não correr, quero chegar e aos poucos vou superando meus próprios desafios. Tenho saído para caminhar com mais frequência e sentindo que o preparo físico está melhorando a cada dia e este é meu objetivo maior.
No mês passado participei de quatro corridas, isto mesmo, quatro corridas em um mês. No começo eu xinguei meu irmão, pois ele arrumou todas essas corridas e me levou junto, no fim da última corrida eu agradeci muito por ele dar este empurrão e me mostrar que eu era capaz. Felicidade foi o que senti e querer mais é o sentimento que ficou.
Não prometo muita frequência por aqui, mas vou tentar pelo menos uma visita mensal neste espaço e atualizando meus passos.
Será que tem alguém lendo isto? Mesmo que não tenha saibam que seguirei por aqui.
Abraços

quarta-feira, 18 de maio de 2016

Voltando ao tecnonutri

Esses tempos de volta aos cuidados com a minha saúde fiquei feliz em comprovar que, quando se volta nunca será ao ponto inicial, voltamos sim, mas voltamos diferente do início, voltamos com experiências, voltamos com erros e acertos.
Nessa minha volta o meu peso não se alterou muito, ficou oscilando entre 148 e 144 quilos, resultado de uma certa falta de atenção com a alimentação, momentos de ansiedade onde eu percebia querer comer a ansiedade e não resolver os fatos que a motivava.
Bem, então vamos lá, se o gosto ansiedade não estava bom, vamos trocar de alimento.
No começo dessa busca o aplicativo que me ajudou muito foi o tecnonutri, servia para controlar minha alimentação e obtive bons resultados com ele auxiliando e até me dando puxões de orelha. Retomo a utilização e com o tempo vou ver o que mudou nele, sei que a Nina Bueno utiliza ele sempre e vi que tem muita coisa nova, incluindo atividade física que não tinha no tempo que eu o utilizava.
Então vamos lá, controlar e ver no que dá.

quinta-feira, 5 de maio de 2016

Você corre na corrida?

A experiência de participar de uma corrida de rua é tão complexa e individual que não dá para descrever o bem que faz. Muitos estão lá para correr e somente correr, mas tem muitos outros que estão lá em busca de uma gama enorme de sensações, experiências e razões.
Nesta minha caminhada eu entendi que quero chegar a um objetivo, mas não chegarei lá sem respeitar o meu ritmo, entender os meus passos e ter calma nas minhas escolhas. Vou errar, isto é inevitável, só tenho que ter consciência que irei corrigir e quando eu acertar ter a possibilidade de repetir os acertos sempre que possível. O que mais tenho percebido é que não posso abrir mão de uma experiência só pelo motivo que não vou estar no nível dos outros, eu vou estar no meu nível e melhorando cada vez mais.
Quando participei da minha primeira corrida criei um monte de obstáculos para não ir, mas fui e fui no meu ritmo, caminhei a maior parte da prova e não era o único. Nesta segunda prova meu irmão disse para eu me inscrever na prova de 10k, já foi motivo para eu criar um monte de histórias e ficar com medo, mesmo no dia da prova ainda estava inseguro, e criando várias maneiras de me sabotar. Quando estava no meio da prova só havia um sentimento, o de prazer, isso mesmo, o prazer de sentir o corpo bem, mesmo com os muitos quilos para perder, o prazer de saber que cada passo dado é a vitória de quem enfrentou todos os medos, colocou um tênis e foi caminhar. Eu tenho sempre que me lembrar destes momentos, os cenários que criei na minha cabeça, ficou na minha cabeça. A realidade é sempre mais simples.
Um dos sentimentos que mais gostei foi ver que mantendo o meu ritmo de caminhada eu acompanhava pessoas que hora corria, hora caminhava e que também estava bem fisicamente pelos mais de 145 quilos que carrego comigo. Dei um impulso tão grande para minha caminhada que a única coisa que eu fiz foi a pergunta: "Por que criei tantas barreiras se é tão bom?"
Bem, esta resposta eu vou demorar um tempo maior para responder, mas por enquanto fica a certeza que tenho muito que me permitir nesta caminhada. E ai! Vem comigo?


domingo, 1 de maio de 2016

Hoje foi dia de corrida!!!

O dia começou cedo, 6:30 da manhã a buzina já nos chamava para ir rumo ao Parque do Carmo na zona leste da cidade de São Paulo, sim era dia de "corrida". Pela segunda vez eu iria participar desta experiência, mas agora com a minha tia que já corre a bastante tempo, mas nunca tinha participado de uma prova de corrida de rua e também o meu irmão, que vocês já conhecem, alias ele foi o grande incentivador para formar esse pequeno grupo e quem sabe futuramente até aumentar o número de pessoas.
Chegamos ao parque cedo e podemos admirar um espetáculo da natureza, pois estava frio, muito frio, mas sabe aquele frio de bater queixo? Sobre o lago do parque movimentava-se uma névoa dando um ar místico ao dia, mesmo sendo apenas uma reação da baixa temperatura o espetáculo proporcionado parecia estar em um desses países de inverno severo, uma coisa linda e que valeu momentos de contemplação.
A corrida era de 10k, pena que eu me atrapalhei e não vi a curva para continuar o percurso e acabei seguindo o caminho do pessoal que fez 5K, na hora perguntei para alguns dos organizadores mas não obtive respostas corretas e acabei preferindo terminar ali mesmo. Só fiquei triste por estar me sentindo bem e querer continuar, mas a tristeza durou pouco, pois me senti realizado. Enquanto eu esperava meu irmão e minha tia fiquei lembrando quando fiz 5K lá no começo da minha caminhada e quanta dor eu sentia durante o percurso e hoje fiquei chateado por não ter continuado e estar super bem querendo muito mais. Então "bora" evoluir ainda mais, pois a caminhada está apenas começando.
Uma das coisas que me faz gostar de participar destes eventos de corrida de rua, é ver como rola um espírito solidário entre a maioria dos participantes, ali todos estão atrás de objetivos particulares, ganhar a corrida, baixar o tempo, melhorar a saúde, melhorar a qualidade de vida, emagrecer e muitos outros, mas ao ver como a solidariedade transpira naquele momento junto com suor pelo esforço físico, me faz ter a certeza de querer mais um pouco dessa experiência. Nesta corrida duas ações vale ser transcrita aqui.
A primeira foi quando eu caminhava e uma participante da corrida me ofereceu água para lavar o rosto, pois suava bastante, eu agradeci e disse que minha toalha estava úmida, ela seguiu e ainda disse força meu amigo, força. Pode parecer bobo, mas nos dias de hoje um olhar de cuidado para um estranho é algo de se admirar e eu não vou e nem quero deixar de ficar feliz por ser percebido, mesmo que seja um ato singelo como esse, precisamos disso sempre em nossas vidas.
A segunda ação não aconteceu comigo, minha tia caiu em uma parte acidentada da prova, ralou o joelho e me disse que foi uma queda feia, mas não grave, perguntei se alguém parou para ajudar e ela disse que todo mundo que estava próximo parou para ajudar e se preocupou com ela. Ela continuo a corrida e chegou ao final de mãos dadas com meu irmão, se este fato a incentivou ainda mais para terminar os 10K eu não sei, mas que deve ter sido plantado uma semente do "querer mais" desta experiência, isto eu tenho quase certeza.
Bem vou terminando aqui a primeira parte do meu relato sobre esta corrida, em breve escreverei a segunda parte, com algumas coisas mais subjetivas sobre esta minha segunda experiência nas corridas de rua.
Obrigado pelo carinho de todos e vamos em frente sempre, mesmo que as vezes temos que caminhar de lado, mais devagar ou até mesmo recuar alguns passos para recuperar o fôlego e a fé em nossas ações. Obrigado a todos que por aqui e pela vida me ofereceu um pouco de água para recuperar as energias.